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Modelo
de Ambulatório Virtual e Tutor Eletrônico para Aplicação na Interconsulta
Médica, e Educação à Distância Mediada por Tecnologia
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Estação Digital Médica |
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A Telemedicina torna factível a criação de uma rede
nacional de logística para a otimização do atual
sistema de saúde. As diversas tecnologias disponíveis no
mercado permitem a conexão entre locais distantes a custos compatíveis.
A existência de empresas que provêm serviços de Data
Center possibilita o desenvolvimento de centrais de informações
digitais seguras, sem a necessidade de grandes investimentos de infra-estrutura
física e computacional. A
comunicação pode ser feita de várias maneiras, usando
desde tecnologias de ponta até as de larga abrangência, que
utilizam recursos comuns e de baixo custo, entre eles a Internet.
O
uso da teleconferência associada à Internet permite a implementação
de aplicações automatizadas e interativas. Neste caso, ambas
as tecnologias integradas permitem ampliar as ações nos
três aspectos das atividades da TM (teleducação, teleassistência
e comunidade virtual). O
desenvolvimento de programas de capacitação através
da teleducação interativa poderia, a curto prazo, reduzir
custos do sistema de saúde, como por exemplo, aqueles envolvidos
na atualização de médicos e profissionais de saúde
em resistência bacteriana e infecção hospitalar; capacitação
e atualização de enfermeiras, auxiliares e técnicos
de enfermagem; atualização em doenças sexualmente
transmissíveis, entre outros. Com
base nas experiências positivas decorrentes do emprego da teleducação
na Patologia e Fisiatria; da transmissão por satélite de
aulas de conceituados professores de medicina de São Paulo para
a Universidade Federal do Acre; e dos ambientes providos pelo Cyberambulatório
e Cybertutor; foi concebido um modelo para integração da
estruturas hospitalares e universitárias, tendo como infra-estruturas
tecnológicas a rede de telecomunicação, os Data Centers
e os sistemas de teleconferência e segurança digital . Este
modelo de integração, chamado de Estação Digital
Médica, seria responsável pela formação de
uma rede nacional de logística para otimização do
sistema de saúde, citada no início deste tópico.
Para difundir esta concepção, foi desenvolvida, durante
a Feira Hospitalar 2003 (com apoio dos organizadores do evento)23,24,28,
uma área física que reuniu instituições universitárias
(FMUSP, HC-FMUSP, INCOR, UNIFESP, Escola Politécnica da USP e FFM),
entidades médicas (CBTms, CREMESP) e empresas de tecnologia (Telefônica
- provedora de banda de comunicação e Data Center, Certisign
- provedora de certificação digital e sistema de segurança
e TES - provedora de equipamentos de teleconferência). O objetivo
foi demonstrar a viabilidade de estruturar uma ação conjunta
para integração das unidades de saúde do país.
A abertura do evento contou com a presença de autoridades da área
de saúde, do Estado de São Paulo e da Faculdade de Medicina
da USP e HC-FMUSP48. Dentro
do conjunto da Estação Digital Médica, usamos os
conceitos de verticalização e horizontalização.
A
verticalização consiste na interligação dos
hospitais através de uma rede de comunicação por
banda larga, integrando recursos de teleconferência com sistemas
baseados na Internet (Cyberambulatório). O objetivo é disponibilizar
serviços assistenciais especializados à distância
como retaguarda para interconsultas, capacitação e atualização
continuada de profissionais, com o apoio de hospitais terciários
e / ou centros de excelência. A verticalização possibilita
desenvolver ações de teleassistênciae de apoio integrado
a estratégias de capacitação profissional continuada
(médicos ou profissionais de saúde) baseadas na prática
clinica. Uma equipe médica com profissionais atualizados e adequadamente
treinados permite a otimização dos recursos de saúde. A
horizontalização consiste na conexão dos postos de
saúde aos hospitais através de sistemas de teleconferência
de baixo custo (para interatividade online), uso do Cyberambulatório
para interconsultas de casos não urgentes e disponibilização
de conexão de baixo custo para recebimento de programação
de treinamento dos profissionais de saúde e programação
de treinamento instrutivo em prevenção. A
estruturação da rede de comunicação entre
as unidades básicas de saúde (postos de saúde, ambulatórios
e grupos de programas de saúde da família) poderá
ser feita por telefonia fixa ou satélite (para regiões distantes,
como a amazônica). A Internet é o meio com melhor custo-benefício
para este tipo de ação. A teleassitência de apoio
neste caso será oferecida pelo hospital de retaguarda da cidade
e os programas de teleducação poderão ser disponibilizados
por uma cooperação entre as estruturas universitárias
do país. A verticalização e a horizontalização da telemedicina também possibilitarão a otimização dos serviços de saúde. São ações que proporcionam a redução de perdas através da capacitação profissional, desenvolvimento de macro estratégias de atuação por meio da integração de informações, diminuição do deslocamento de pacientes, entre outros benefícios (esquema 5).
Esquema 5 |
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Modelo
de Ambulatório Virtual e Tutor Eletrônico para Aplicação na Interconsulta
Médica, e Educação à Distância Mediada por Tecnologia
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