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Modelo
de Ambulatório Virtual e Tutor Eletrônico para Aplicação na Interconsulta
Médica, e Educação à Distância Mediada por Tecnologia
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DISCUSSÃO |
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A TM envolve a participação de vários profissionais
em conjunto com a área médica, pois é essencialmente
a aplicação da tecnologia para disponibilização
de serviço médico à distância. Embora
estejam muitas vezes associadas à idéia de prestação
de serviço assistencial, as atividades da TM são mais amplas
e podem, de uma forma geral, ser agrupadas em três grupos:
Dependendo do tipo de atividade desenvolvida, pode-se envolver mais ou menos componentes de um dos grupos citados acima (esquema 4).
A
escolha da tecnologia a ser utilizada na TM pode variar muito de acordo
com as aplicações e condições regionais onde
serão disponibilizados os serviços. A adequação
tecnológica é muito importante no Brasil, por ser um país
de dimensões continentais, com importantes contrastes sócio-econômicos
entre as regiões. A escolha adequada da tecnologia de acordo com
a disponibilidade da infra-estrutura regional é o que garantirá
a sua efetiva implantação. Embora
várias aplicações de TM, principalmente as divulgadas
na mídia, estejam relacionadas com uso de alta tecnologia, a TM
pode prover grandes benefícios apenas usando tecnologias comuns
e de baixo custo, como a Internet.
É preciso levar em consideração que existem diversos
patamares de necessidade. Muitas vezes, para populações
que residem em locais remotos e sem infra-estrutura médico-científica
e hospitalar adequadas, o simples fato de possuírem um canal de
comunicação confiável com especialistas de grandes
centros hospitalares já representa um importante salto qualitativo
para o nível de saúde pública. Os
sistemas de telecomunicação brasileira apresentaram uma
significativa evolução após a privatização.
Além do aumento da oferta de linhas com conseqüente queda
nos custos, hoje também estão disponíveis linhas
digitais de alta velocidade. O surgimento de outras formas de comunicação,
como as realizadas por ondas de rádio, e o barateamento das comunicações
por satélite melhoraram as condições de integração
nacional, possibilitando o acesso a qualquer região do país.
Assim poder-se-ia estruturar uma rede logística formada pelas telefonias
fixas, sistemas de ondas de rádio, cabos privativos de alta velocidade
para transmissão de informações (fibra óptica),
transmissão por satélite, entre outros sistemas. A
TM abre as portas para uma nova realidade de saúde pública
no Brasil. É através dela que se pode prover a saúde
a locais de difícil acesso. São também os recursos
da TM que permitirão a otimização das estruturas
e profissionais já existentes, gerando economia financeira e aproveitamento
total das organizações. Em outras palavras, a TM possibilita
a criação de uma rede lógica de saúde de abrangência
nacional. Esta rede é totalmente viável, uma vez que já
estão disponíveis no mercado diversas tecnologias que podem
ser aplicadas de forma imediata, necessitando apenas da organização
das instituições para prover os serviços. A iniciativa
da Estação Digital Médica, que será discutida
mais adiante, é um modelo de estruturação desta rede
lógica. A
Internet é atualmente uma das maiores e mais conhecidas redes mundiais
para troca de informação, alcançando quase todos
os pontos do mundo. O crescimento da Internet e da necessidade de disponibilizar
informações levou, nestes últimos anos, ao surgimento
de empresas de Data Center. A existência destas empresas facilita
muito o desenvolvimento de projetos web,
uma vez que os custos de investimento em equipamentos e infra-estrutura
física podem diminuir muito ou serem quase nulos. Basta simplesmente
alugar estas estruturas, contratando os serviços de uma empresa
de Data Center. Assim, os grupos de desenvolvimento podem concentrar-se
na construção dos aplicativos. Esta disponibilidade de infra-estrutura
e o surgimento de diversas tecnologias de desenvolvimento, possibilitaram
a criação de aplicações mais robustas e seguras
na Internet. Outra
tecnologia se originou em 1989: a web, que surgiu a partir das
pesquisas de Tim Berners Lee do European Laboratory for Particle Physics
(mais conhecido como CERN), quando ele propôs um novo conjunto de
protocolos para um sistema de distribuição de informações
da Internet50. Estes protocolos
incorporaram o recurso de tráfego de dados pela Internet aos recursos
de multimídia. Desde o lançamento do primeiro navegador,
em 1993 (o primeiro browser - Mosaic-)
nas plataformas Unix, Macintoch e Microsoft Windows), a Web teve
uma grande aceitação e expansão, de forma que, em
vários momentos associou-se, erroneamente, o termo Internet como
sinônimo de Web, apesar da primeira ser anterior e uma das
bases para a criação da segunda. A Web, que inicialmente
baseava-se em gerenciamento de informações estáticas
baseadas em HTML, ganhou ao longo dos
anos diversas melhorias, o que aumentou ainda mais a sua difusão.
Novas linguagens surgiram para se somar ao HTML (ASP
e ASP Net, Java, JavaScript, XML,
entre outros). Novos recursos, que não eram disponíveis
originalmente (plug-ins), e também recursos de segurança
foram sendo incorporados a medida surgiam outros tipos de aplicativos.
Hoje a Internet dispõe de amplos ambientes para o desenvolvimento
de, praticamente, todos os tipos de sistemas. Com as tecnologias Web,
Internet e dos Data Centers, surgiram condições para o desenvolvimento
de novas aplicações para a TM. Este ambiente ficou mais
propício ainda com a evolução dos bancos
de dados, que sempre foram uma das grandes aplicações
do mundo computacional e desenvolveram-se mais com a incorporação
dos sistemas de segurança e a disponibilização de
informações através da Internet. A
circulação de informações, alvo da TM, ocorre
facilmente com o uso do e-mail, recurso que já era bastante utilizado
na Internet desde os seus primórdios e que, com a incorporação
das facilidades proporcionadas pela tecnologia web, se tornou uma
ferramenta bem mais difundida, de simples utilização. Pela
sua facilidade em anexar arquivos, o e-mail permite associar informações
textuais com outros dados complementares, como fotografia digital, arquivos
com gráficos ou ilustrações e vídeos. Trabalhos
mostram a viabilidade do uso de e-mail para fins de interconsulta entre
o médico generalista e o dermatologista. Aliás, o sistema
de interconsulta traz grandes benefícios educacionais. Por se basear em informações em forma em texto, a deficiência do e-mail está na sua impossibilidade de conciliar e processar automaticamente os dados. Embora seja fácil usá-lo para responder perguntas, o e-mail não é eficiente para gerenciar debates com muitos participantes simultâneos. Basta não haver sincronia no tempo de envio das respostas que um grupo pode facilmente perder a seqüência da discussão (uma vez que alguns poderiam estar respondendo a perguntas que já haviam sido respondidas). |
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