Foi desenvolvido um ambulatório virtual para prover a interconsulta
dermatológica (Telederma) usando a Internet
associada a recursos de apoio ao diagnóstico e modelos educacionais
que integrassem o ABP com a MBE (esquema 3).

Esquema
3
Para
fins de teleassistência, foi desenvolvido um sistema de gerenciamento
de senhas que restringe o acesso a módulos e / ou informações
de pacientes, de acordo com o nível de autorização
do usuário. Para garantir a privacidade da identidade dos pacientes,
somente os médicos responsáveis pelos casos e os diretores
dos serviços têm acesso ao nome completo e aos dados cadastrais
dos pacientes.
O
envio dos dados clínicos para a interconsulta dermatológica
é feito através da ficha do paciente, que contém
dados cadastrais, de interesse epidemiológico e de informação
clínica, com campos para incluir hipóteses diagnósticas
e diagnóstico definitivo (figura 1). As hipóteses diagnósticas
são vinculadas a um banco de dados
de CID-10.

Figura
1
Em
conjunto com a ficha clínica, foi desenvolvido o módulo
para envio de imagens estáticas (fotografias
digitais), com campos para descrever as características das
lesões e de imagens dinâmicas (pequenos vídeos).
Os debates das interconsultas do caso clínico são feitos
através de uma lista de discussão baseada em um banco
de dados, que tem agregado como recursos os emoticons
e a inserção da data, hora e nome do responsável
pelo envio de cada mensagem. As mensagens são dispostas de forma
hierarquizada e vinculadas umas às outras (figura 2).

Figura
2
Como
recursos de apoio ao diagnóstico, foram desenvolvidos os módulos
para cadastramento de orientações diagnósticas
e terapêuticas, aulas didáticas e referências bibliográficas
selecionadas (figura 3).

Figura
3
Com
objetivo de facilitar o aprendizado a partir do caso clínico,
foi criada uma barra para cada campo da hipótese diagnóstica
da ficha clínica, que permite o acesso às aulas didáticas,
orientações diagnósticas, medicamentos e referências
bibliográficas que estejam associadas com as hipóteses
diagnósticas do paciente (figura 4).

Figura
4
Conseqüências
decorrentes dos efeitos adversos de medicamentos e da interação
medicamentosa são problemas importantes atualmente. No módulo
de interação medicamentosa foram inclusas 4.000 interações
e cadastradas 2.000 formas de apresentação comercial de
medicamentos de prescrição (figura 5).

Figura
5
Para
formar um acervo de casos clínicos que sejam ilustrativos para
fins de atualização médica, foi criado o módulo
de "Casos clínicos", que permite transferir histórias
e dados clínicos de pacientes, após as autorizações
do médico responsável e do médico que fez a interconsulta,
além da anuência do paciente.
Para expandir as características educacionais do Cyberambulatório,
foram desenvolvidos relatórios que possibilitam o acompanhamento
do desempenho dos participantes, através da comparação
do nível de concordância entre as hipóteses do médico
que encaminha / ou do caso e do dermatologista responsável. O
Cyberambulatório, quando utilizado durante a fase de treinamento
dos residentes, permite ainda seguir os principais tipos de doenças
que o residente acompanhou, servindo para os docentes decidirem se a
amostra foi suficiente para a formação profissional.
Com
o objetivo de oferecer recursos para fins de levantamento, foi desenvolvido
o módulo de vigilância epidemiológica, que permite
gerar estatísticas a partir do cruzamento de dados cadastrais
com os CIDs dos pacientes e levantar número de casos de doenças,
comparando com a população das cidades. Neste momento
foram cadastradas todas as cidades do Brasil com mais de 40.000 habitantes
e suas respectivas populações, com base no censo 2000
(figura 6).

Figura
6
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