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Modelo
de Ambulatório Virtual e Tutor Eletrônico para Aplicação na Interconsulta
Médica, e Educação à Distância Mediada por Tecnologia
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| INTRODUÇÃO |
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A evolução nas áreas da informática e telecomunicação tem proporcionado significativas mudanças nos diversos setores da sociedade moderna, como na automação industrial, na robótica e na exploração espacial, esta evolução tecnológica acabou levando os seres humanos a expandir suas fronteiras. A telecomunicação e a informática possibilitaram acima de tudo a integração de trabalhos e atividades, permitindo que equipes pudessem cooperar entre si, a fim de somar esforços e conhecimentos, mesmo situadas em locais geográficos distantes.
Não é muito fácil especificar qual foi o evento que
marcou o início da telemedicina (TM), uma vez que, num período
de tempo bastante próximo, ocorreram diversos experimentos relacionados
ao uso da tecnologia aplicada para finalidades médicas. Alguns
autores consideram que a primeira aplicação foi realizada
pela National Aeronautics and Space Administration (NASA), no início
de 1960, por causa do programa de vôos espaciais e o desenvolvimento
de sofisticadas tecnologias de telemetria biomédica, sensores remotos
e comunicações espaciais6. Atualmente,
a Internet, caracterizada por uma
rápida expansão desde seu surgimento, é a maior rede
mundial de conexão de informações. Apesar de não
ser a única possibilidade, a tecnologia utilizada na Internet também
pode ser empregada para prover serviços de TM. Existem ainda várias
outras tecnologias aplicáveis a esta finalidade, através
do uso de circuitos fechados. A
Internet surgiu em meados de 1969, como parte do projeto de sistema de
defesa americana ARPANET (Advanced Research Project Agency - Departamento
de Defesa Americana), posteriormente ampliado para uso nas instituições
de pesquisa. Com o fim a Guerra Fria, o surgimento da Web
em março de 1989, e a disponibilização da rede para
o meio comercial, a Internet expandiu-se rapidamente50.
Houve grande injeção de recursos financeiros e surgiram
novas aplicações, desde a disponibilização
de informações com formato multimídia até
automações de processos com sistema de segurança
criptográfico. A medida em que os microcomputadores tornavam-se
cada vez mais potentes, e as tecnologias de comunicação
se aprimoravam (aumento da capacidade de transmissão e melhora
dos modems de transmissão),
os aplicativos também se tornavam cada vez mais sofisticados. Este
cenário transformou a Internet na maior fonte de conhecimento da
humanidade, com uma das maiores diversidades de aplicações.
Para atender a uma série de necessidades, surgiram outras tecnologias
de suporte, dando origem a um ciclo de aprimoramento tecnológico.
Exemplo: no momento em que as aplicações migraram do patamar,
passando de simples páginas estáticas contendo informações
e imagens para aplicações fundamentadas em informações
contidas em banco de dados e automação
de processos, surgiram empresas dedicadas em desenvolver sistemas de segurança,
identificação e garantia de sigilo de dados. Estas tecnologias
foram incorporadas de forma muito rápida na área da automação
bancária. A
versatilidade oferecida pela manipulação de dados eletronicamente
foi um dos motivos da sua adoção como ferramenta de trabalho
nos diversos segmentos da sociedade. Mas, durante um bom período,
esta mesma versatilidade (e vulnerabilidade) impediu que os documentos
eletrônicos tivessem valor legal. Para que apresentassem utilidade
oficial, necessariamente eram impressos e assinados. A
difusão do uso dos microcomputadores também obrigou a sociedade
a repensar estes aspectos, pois esta metodologia de trabalho representava
importante desperdício financeiro e de tempo. Os órgãos
governamentais brasileiros, ao firmarem um protocolo que garantia o valor
jurídico do uso de sistemas computacionais para registro de dados
fiscais, exemplificaram a tendência de conferir valor legal aos
dados eletrônicos, agregando a eles recursos que permitissem a auditoria.
Isto aconteceu com as máquinas registradoras de cupons fiscais
(PDV - ponto de vendas), que são utilizadas para registro de movimentos
fiscais. Dentro desta linha, surgiram várias outras tecnologias
que aumentaram a confiabilidade na identificação das pessoas
jurídicas providas de certificados digitais. O
e-mail foi um dos aplicativos que esteve sempre associado com a Internet,
mesmo durante as suas fases iniciais e antes do surgimento da Web.
Embora inicialmente fosse de utilização mais complicada,
ele foi uma das ferramentas utilizadas para comunicação
entre instituições e entre as pessoas conectadas à
Internet. O
crescimento da Internet e Web proporcionou diversas novas características
ao e-mail, facilitando seu uso. Além da padronização
de vários recursos, o e-mail incorporou a capacidade de anexar
arquivos, tornando-se uma importante ferramenta de permuta de dados. Mas,
por usar formato de mensagem aberta, sem segurança adicional ou
criptografia das mensagens, as informações nelas contidas
poderiam ser lidas por qualquer pessoa que interceptasse o e-mail. Esta
condição levou a diversas discussões sobre a sua
segurança e validade legal. O surgimento de programas para criptografar
(codificar) mensagens e o uso de chaves públicas e privadas para
descompactá-las, além da criação de aplicativos
que garantem a identidade do remetente e o não repudio (certificado
digital), contribuíram para que o e-mail pudesse ser utilizado
para envio de dados sigilosos com segurança e agregado de valor
legal, à semelhança de uma assinatura. A
evolução dos sistemas de telecomunicação não
só contribuiu para melhorar a rede da Internet, como também
disponibilizou recursos para a interação online através
da teleconferência. Esta tecnologia apresentou grande desenvolvimento
nos últimos cinco anos, com substancial redução dos
custos e aumento da capacidade de processamento e transmissão.
A melhoria da eficiência está associada à evolução
da tecnologia de compactação de dados. Os vídeos
tornaram-se mais eficazes com o surgimento do padrão Mpeg1
e sua evolução para o padrão Mpeg2,
que incluiu nível de vídeo digital, superando a qualidade
proporcionada pelos vídeos analógicos. Em 2001, o Mpeg3
revolucionou o mundo do som, ao reduzir substancialmente o tamanho dos
arquivos de música sem perda da qualidade do som audível.
Os novos protocolos de compactação para os vídeos
oferecidos pelos padrões Mpeg4
e DivX possivelmente popularizarão ainda mais o uso das imagens
digitais com transmissão através das redes de comunicação,
e irão melhorar significativamente a qualidade das imagens oferecidas
pela teleconferência quando transmitida pela mesma banda de telecomunicação. No
Brasil, os recursos de teleconferência são utilizados com
certa freqüência nas grandes corporações para
realização de reuniões, principalmente quando existe
dificuldade de acesso, como, por exemplo, nas plataformas de petróleo.
Já na área médica, a difusão da teleconferência
ainda está vinculada a diferentes fatores, entre os quais o custo
dos aparelhos, a disponibilidade de banda de telecomunicação,
a desmistificação e a existência de centros para disponibilizar
a teleassistência e teleducação de forma estruturada.
O problema relacionado à falta de banda de comunicação
em algumas regiões brasileiras (exemplo: região amazônica)
está sendo gradativamente solucionado, por meio da disponibilização
de comunicação por satélite a custos razoáveis.
A
aplicação da teleconferência na área médica
levará à necessidade de considerar diversos aspectos, como
a importância da criptografia (para garantir conferências
seguras), o registro das teleconferências (para fins de documentação
legal e / ou acompanhamento de casos), a compactação (para
melhorar a qualidade das teleconferências com o uso de uma mesma
banda de comunicação) e a capacidade de reconexão
automática em caso de queda de circuito de comunicação
(recurso essencial no caso de missões críticas), entre outros.
Embora, durante a segunda metade da década de 90, a teleconferência tenha sido adotada como importante recurso para prover a TM nos países desenvolvidos (EUA, Europa Ocidental, Austrália, entre outros), diversos trabalhos publicados a partir de 1999 também têm focado o uso da Web e também de tecnologias mais simples (e-mail) para fins de interconsulta médica e capacitação para médicos generalistas. Estes fatos demonstram o grande potencial da Internet2, 5, 35. |
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