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SINAIS DE PARTO
Antes de orientar sobre quando procurar a
maternidade é importante dizer que a gestante
deveria conhecer a maternidade onde vai ter o
seu bebê. Durante a gravidez, preferencialmente
após o quarto mês, anote as maternidades que
você poderia se internar para o parto e vá
conhecê-las. Muitas maternidades, incluindo-se
públicas, têm um funcionário para este fim, que
faz uma visita com a gestante e seu acompanhante
mostrando as instalações e, mais do que isto,
explicando como será o acolhimento na sua
chegada, quem vai atendê-la e o que acontecerá
se você ficar internada. A hotelaria não deve
ser a primeira opção na sua escolha. Pense
sempre como é importante a sua confiança nos
profissionais de saúde além do conhecimento dos
recursos (pessoal, instalações, aparelhagem, etc)
disponíveis no hospital, para serem utilizados
caso você necessite. Converse sobre isto com seu
médico. No último
mês, deixe pronta a sua mala e a do bebê (a
maioria das maternidades fornece uma pequena
lista do que é importante levar no caso de
internação para o parto). Deixe junto em uma
pequena pasta os documentos que deverão ser
levados (cartão do pré-natal, carta de
encaminhamento do médico se necessário,
documento de identidade, documento do convênio
médico e autorização do convênio, se
necessário). Já combine com seus familiares e
amigos quem vai levá-la. Isso evita demoras e
correria de última hora.
Como saber se a hora chegou?
Antes de falarmos
sobre este assunto, lembre-se que cada caso é um
caso, isto é, há diferentes situações para
diferentes pessoas, assim, as informações a
seguir são em linhas gerais e têm caráter
informativo apenas. O seu médico do pré-natal
irá lhe dizer qual é o seu caso.
Numa gestação normal, sem nenhum problema,
tem-se recomendado que a gestante dirija-se à
maternidade se perceber:
1. Cólicas que começam nas costas e se espalham
em direção ao quadril e à barriga toda. São as
chamadas contrações.
As contrações
podem aparecer no último mês da gestação, mas
isto não quer dizer que o trabalho de parto já
começou. Então, para diferenciá-las, a gestante
deita-se de lado por meia hora, prestando
atenção às contrações. Sentindo três ou mais
contrações nesta meia hora, ela deverá
dirigir-se à maternidade. Caso a freqüência seja
menor, e de acordo com a recomendação do médico
do pré-natal, ela poderá aguardar mais um pouco,
pois podem desaparecer e não ter iniciado o
trabalho de parto.
2. Perda de
líquido pela vagina
Se você perder líquido pela vagina, em geral
transparente, como água de coco, com um pouco de
sangue, deve ter ocorrido rotura da bolsa e você
também deve ir à maternidade para ser examinada,
independentemente de estar ou não sentindo as
contrações. Caso este líquido seja esverdeado
e/ou muito fétido não se demore em chegar.
O trabalho de parto dura em média de 6 a 12
horas, na dependência de alguns fatores, como o
número de gestações que a mulher há teve, como
estava o colo uterino antes do início do
trabalho de parto, número de partos normais
anteriores, etc. De qualquer forma, não é
necessário desespero. Você pode se arrumar,
separar o que vai levar e ir para o hospital.
Tenha pressa em caso de líquido esverdeado ou
sangue em grande quantidade saindo pela vagina.
Algumas outras ocorrências também necessitam ser
avaliadas e por isto, nestes casos, você também
deve procurar o hospital:
3. Perda pequena de sangue pela vagina, mesmo
sem dor. 4. Parada
dos movimentos fetais por mais de 12 horas.
Caso suas cólicas sejam espaçadas, não
caracterizando a freqüência de uma a cada 10
minutos, o bebê continue se movimentando e não
haja perda de líquido ou sangue, e se tiver
acesso entre em contato com seu médico para
orientações. Muitos obstetras de consultório
fazem o parto de suas gestantes e neste caso é
bom que eles saibam que você pode estar no
período que antecede o trabalho de parto. Muitas
vezes também, aproximadamente até uma semana
antes do parto, a gestante pode perder um
pequeno catarro com raios de sangue pela vagina.
É chamado popularmente de sinal e também indica
que o trabalho de parto está chegando. Se você
tiver acesso comunique seu médico desta
ocorrência. E não se esqueça:
SIGA SEMPRE AS
ORIENTAÇÕES DE SEU MÉDICO DO PRÉ-NATAL.
Estas informações não substituem o
conselho de seu médico.
Sempre consulte o médico em caso de
dúvida ou antes de iniciar um
tratamento,
um programa de exercício físico ou uma
mudança alimentar. |
Prof. Dra. Márcia Maria Auxiliadora de
Aquino
Doutora em Ginecologia e Obstetrícia
pela
Universidade Estadual de Campinas |
Revisado em
28.06.2005 |
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