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As micoses se incluem no grupo das doenças da
pele mais freqüentes. A condição de vivermos em
um país tropical ensolarado, a freqüência às
praias, o contato com roupas molhadas e a
sudorese intensa são, dentre outros, os
ingredientes que influem na disseminação das
micoses.
Há diversos tipos de micoses: as superficiais,
em geral, banais, de bom prognóstico e
tratamento fácil, e as profundas, mais graves e
de tratamento mais difícil.
A micose de praia
é a mais freqüente e banal das micoses
superficiais. Pano, pano branco ou manchas do
fígado são outras denominações populares desta
micose que, dermatologicamente, tem o nome de
Pitirase versicolor.
É muito difundida em todas as partes do mundo,
predominando nos países de clima quente. É
produzida por um fungo (cogumelo) microscópico -
Malassezia furfur
- que parasita a superfície da pele do indivíduo
onde clinicamente vão determinar o aparecimento
de manchas amareladas, brancos ou pardecentas,
podendo assumir, porém outras tonalidades, daí o
termo versicolor na denominação da doença.
Para sua melhor caracterização clínica é também
importante uma descamação fina que se evidencia
ao serem raspadas as lesões com a unha.
Normalmente, não há queixas de sintomas, embora
alguns possam se queixar de coceira ou
formigamento, principalmente devido a exposição
solar.
Com certa freqüência, a
P. versicolor
está associada com oleosidade e descamação no
couro cabeludo (caspa) onde também costumam ser
encontrados os fungos.
As lesões localizam-se, de preferência, no
tronco, pescoço e braços, sem tratamento
adequado podem-se espalhar para toda a
superfície corporal.
A denominação popular de
micose de praia se prende a crença de
que o contágio se dê na praia, o que nem sempre
é verdadeiro. Ocorre que a constatação da
micose, na maioria das vezes, se faz após a
freqüência intensa e repetida à praia, em dias
de sol muito forte. É provável que o fungo já
esteja presente na pele do indivíduo antes da
ida à praia. Sob a ação dos raios solares, as
áreas da pele isentas do parasita se pigmentam
normalmente enquanto que nos locais onde estão
as colônias do fungo, a pele assume tonalidades
diferentes, surgindo daí o contraste, indicador
da micose.
A denominação de mancha do fígado também não tem
fundamento, pois, este órgão não tem qualquer
participação na causa desta micose.
O diagnóstico é relativamente fácil, pois, em
geral, as lesões são bem características. O
próprio paciente, quase sempre, ao consultar o
dermatologista, já refere ser portador de micose
de praia.
No entanto, é bom lembrar que em casos
especiais, as lesões de
P. versicolor
podem ser confundidas com outras
doenças de pele que também dão manchas brancas,
tais como: Vitiligo, Hanseníase, Dermatite
Seborréica, Sífilis, Discromias, etc...
A confirmação do diagnóstico, em caso de dúvida,
pode ser feita em laboratório, através do exame
da descamação fina que se desprende das lesões,
por raspagem. Ao microscópio, os fungos são
facilmente visualizados.
Há diversos esquemas terapêuticos e profiláticos
da Pitiriase
versicolor. Caberá ao seu
dermatologista indicar o melhor para o seu caso.
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