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A acne é doença
inflamatória crônica da unidade pilossebácea.
Admite-se que acomete 100% dos adolescentes e
adultos jovens, em graus variados - só aumento
da oleosidade da pele até presença de “cravos”,
“espinhas”, cistos, abscessos e cicatrizes.
Prolonga-se por tempo variável - não há idade
estabelecida para o seu início e fim. É
determinada por 4 fatores, com importâncias
diferentes de indivíduo para indivíduo:
- aumento da
secreção sebácea - “pele oleosa”;
- distúrbio da queratinização folicular
(influência genética) - o sebo mais a queratina
causam obstrução folicular (dos “poros”) e
formação dos comedões (“cravos”);
- anormalidades da flora microbiana (bactérias e
fungos) e inflamação - aparecimento das pápulas
e pústulas (“espinhas”), nódulos, cistos e
abscessos que podem deixar cicatrizes;
- agravantes: certos medicamentos, stress,
manipulação das lesões, sol em excesso, ciclo
menstrual, sudorese, certas profissões, uso de
cosméticos e pomadas inadequados. O surgimento
da acne pode provocar sérias repercussões
psicológicas ou psíquicas desde sentimentos de
vergonha, insegurança, perda da auto-estima até
ansiedade e depressão.
Por essas e
outras razões é importante consultar sempre um
dermatologista e receber orientações e
tratamento desde o aparecimento das primeiras
lesões, independente da idade. Isto assegura uma
aparência saudável e evita o desenvolvimento das
cicatrizes.
Atualmente há
possibilidade de cura da acne em período de até
6 meses. Algumas “dicas” interessantes que
colaboram para o sucesso do tratamento:
- nunca manipular
as lesões seja qual for o grau da acne ou o tipo
de tratamento empregado;
- as “limpezas de pele” (extração dos “cravos”)
podem ser úteis desde que indicadas pelo médico
e feitas por profissional habilitado. Outros
procedimentos como tratamento de nódulos,
cistos, abscessos e cicatrizes, assim como os “peelings”,
devem ser sempre realizados pelo médico;
- evitar o uso de substâncias gordurosas na pele;
- não “copiar” o tratamento dos outros; cada caso
necessita de avaliação médica para adequação
terapêutica;
- evitar exposição excessiva ao sol;
- manter o tratamento durante o verão utilizando
protetores solares não comedogênicos (“não
oleosos”);
- a higiene da pele é necessária, mas deve ser
delicada; se agressiva pode agravar a doença,
irritando ou ressecando demais a pele;
- durante o tratamento a pele deve ser mantida o
mais confortável possível; se algum medicamento
estiver causando desconforto, converse com o
médico;
- a maquiagem pode ser usada desde que sejam
escolhidos os cosméticos chamados não
comedogênicos disponíveis atualmente;
- não há necessidade de qualquer dieta; não há
alimento que comprovadamente piore a acne;
- qualquer medida que ajude a relaxar, atenuar o
stress e as tensões será útil;
- é fundamental que se estabeleça
uma relação de
confiança com o dermatologista, que as suas
orientações sejam seguidas rigorosamente e que
as necessidades e os anseios do doente sejam
também levadas em consideração, porém com o
cuidado de não criar expectativas irreais.
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