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Esta é uma situação que acomete 15% da população
adulta e, hoje sabendo-se um pouco mais a
respeito, agride o ser humano de diversas
maneiras, intensidade e agressividade,
independentemente de sua raça, credo ou status.
Ela pode começar de forma tão insidiosa que,
quando a pessoa começa a sentir-se mal, muitas
vezes, já aconteceu alguma lesão, às vezes de
forma irremediável. Como uma grande parte da
população sofre deste mal, que tem como uma de
suas características “ser controlável , porém
não curável”, é imprescindível que pelo menos
três a quatro vezes ao ano procure-se medi-la
quando menos para confirmar que está normal. As
estatísticas já forneceram dados a respeito da
importância da prevenção da hipertensão no que
diz respeito ao “órgãos-alvo” ou “órgãos de
choque”, que são aqueles que mais sofrem com as
alterações dos níveis da pressão arterial. Estes
órgãos podem ser os rins, o cérebro, o coração,
o fígado, enfim qualquer órgão pode ser
acometido por agressões da hipertensão, o que
traria muitas vezes danos como infarto do
miocárdio, derrame cerebral, diabetes, e outros.
O controle da hipertensão é estabelecido pela
utilização de drogas pertencentes à vários
grupos famacológicos. Estes grupos são divididos
de acordo com a forma de ação do medicamento, e
podem ser, por exemplo, beta-bloqueadores,
bloqueadores dos canais de cálcio, diuréticos,
inibidores da eca, entre outros. O mais
importante é sempre o fato de se conseguir
controlar a pressão ou não em níveis
satisfatórios, com a utilização destas drogas de
forma isolada ou associada.
Foi realizado um estudo, pela liga da
hipertensão arterial do hospital das clínicas da
Universidade de São Paulo, onde foram aferidos
os esfigmomanômetros ( aparelhos de medir a
pressão ), em vários consultórios, hospitais,
postos de saúde e farmácias, para que se
soubesse quantos equipamentos calibrados estavam
sendo usados e aonde estavam esses aparelhos. A
conclusão do trabalho foi de que houve um grande
número de equipamentos descalibrados em
utilização, principalmente nas drogarias. Houve
ainda um número significativo, porém não tão
elevado, destes equipamentos descalibrados em
uso em consultórios, por mera desinformação dos
médicos quanto à possibilidade de calibrá-los, o
que seguramente foi realizado.
Existe, hoje, à disposição da população, uma
metodologia que permite avaliar, identificar e
diferenciar indivíduos realmente hipertensos
daqueles cuja pressão se eleva somente nos
consultórios médicos. Este método é chamado de
M.A.P.A., ou seja, monitorização ambulatorial da
pressão arterial.
Lembre-se que em qualquer caso de dúvida , um
médico deve ser procurado para os
esclarecimentos que se fizerem necessários,
principalmente naqueles indivíduos que sempre
apresentam pressão alta nos consultórios e
pressão normal fora deles.
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