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Um tipo de
exercício que vem aumentando a sua popularidade
em função da facilidade com a qual pode ser
adaptado às condições físicas de cada pessoa são
os exercícios com pesos. Estes exercícios são do
tipo anaeróbio lento com carga. A noção de que
os pesos exigem sempre grandes esforços não é
correta. Pessoas que não tem condição física
para ficar em pé e caminhar fazem exercícios com
pesos no leito, até mesmo em ambiente
hospitalar. Nestes casos os pesos são graduados
para impor ao organismo esforço menor do que o
necessário para suportar o peso corporal.
Vemos portanto
que as cargas podem ser adequadas para cada caso
individual. O mesmo ocorre com as amplitudes dos
movimentos e todos os outros aspectos técnicos
do treinamento. A imposibilidade de choques, a
ausência de movimentos bruscos, e o risco
insignificante de quedas são fatores que
contribuem para a segurança dos exercícios com
pesos.
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Dados recentes de
pesquisa demonstraram que do ponto de vista
cardiológico, os exercícios com pesos bem
orientados apresentam maior segurança do que os
exercícios aeróbios contínuos. Apresentando as
mesmas qualidades salutares dos exercícios em
geral, os exercícios com pesos estimulam
particularmente o aumento da força e da massa
muscular, a normalização da flexibilidade em
todas as articulações, e a maior capacidade para
prolongar os esforços comuns da vida diária.
Estas são as qualidades de aptidão físicas mais
importantes para a independência funcional das
pessoas, justificando a crescente aplicação dos
exercícios com pesos em reabilitação geriátrica.
Com muita frequência, este é o único tipo de
exercício que idosos debilitados conseguem
realizar, além de caminhar. Um aspecto de grande
relevância é que o aumento de força muscular em
idosos pode ser decisivo na prevenção de quedas,
diminuindo a mortalidade por permanencia no
leito em consequência de fraturas ósseas. |
Outro aspecto da
fisiologia do exercício apenas recentemente
compreendido é que a força muscular é a
qualidade de aptidão mais importante para que as
pessoas possam realizar os esforços da vida
diária sem grandes alterações das frequências
cardíaca e respiratória, e também da pressão
arterial. As alterações hemodinâmicas durante os
exercícios são tanto maiores quanto maior for a
intensidade do esforço. O porcentual de
capacidade contrátil utilizado nas diversas
tarefas determina a intensidade do esforço. Para
realizar as mesmas tarefas, pessoas fortes
utilizam menor porcentual de capacidade
contrátil do que pessoas com pouca força
muscular. Por esta razão, os esforços da vida
diária são de baixa intensidade para pessoas
fortes e de alta intensidade para pessoas
fracas. Compreende-se assim a dispnéia e
taquicardia intensas apresentadas por pessoas
debilitadas durante esforços comuns da vida
diária tais como subir escadas, movimentar
utensílios vigorosamente e levantar objetos
relativamente pesados. Os exercícios aeróbios
pouco contribuem para melhorar a qualidade de
vida de pessoas com acentuada diminuição da
massa muscular e, novamente, o treinamento
anaeróbio com pesos poderá ser recomendado.
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